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terça-feira, 25 de junho de 2013

Kaonashi

Eu lembro que uma vez um rapaz que usava uma foto do "No Face" (Kaonashi, de "A Viagem de Chihiro") como avatar me adicionou no Orkut. Conversamos um monte.

As vezes eu ainda lembro de algumas coisas que ele me disse.
E, para mim, ele continua sem rosto.


sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Esse vazio tão cheio.

A madrugada me deprime, e tudo começa a me doer em proporções imensas.

Eu lembro da sensação que me abatia quando eu acampava e sinto falta.
Hoje o céu está sem estrelas.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Sobre investir em causas (quase) perdidas.

Michał, sinceramente, eu costumo me assustar com o modo como você sabe mais sobre mim do que eu mesma.

"Don’t start me on the rum, Just because it makes me numb.
Start me on the whiskey I know whiskey is his drink.
You never drank it with me but now you drink it with him,
I’m not good enough for whiskey, not good enough for you.
Let’s start drinking wine, we used to all the time.
It used to go to our heads but then you went to his bed.
If the wine stains you lips red then tonight you might forget,
You might not go home to him you might stay here with me.
It is just wishful thinking that all this hard drinking might lure you back to my ramshackle stable,
There's no point in trying, the debutante was lying when she said that she did something that your lips could never do.
And if you know what's true then you know I love you.
Its six months since you left, you must be truly blessed,
Cause you look no less pretty, in fact you may be more so,
If you reap the seeds that you sow, Oh we both know you are going straight to hell."

domingo, 23 de maio de 2010

Augusto.

Ele era só uma fotografia.
Sujo, torto, idiota. Grosseiro, velho, imbecil. Beberrão.
Mas que ganhou minha afeição de imediato.

Sem som, sem cheiro. Só palavras. E aquela fotografia.

Meio sorriso, nariz torto, olhos vermelhos. A garrafa de vinho (provavelmente vazia) que repousava sobre seu colo, seu óculos pendurado descompromissadamente no colarinho.

Me apaixonei do pior jeito. Furiosamente, fervorosamente, devotamente.
Te esperava em cada sinal, esperava trombar com você a cada esquina. Sonhava com cartas, flores e abraços. Senti o gosto do vinho, o cheiro do cigarro. Masquei o mesmo chicletes, pisei na mesma calçada.

Te amei por três dias e nenhum conto de réu.